sábado, 28 de novembro de 2015

Sorrir

Somente o tempo irá fazer com que
O que aconteceu cicatrize-se,
Rezo para que tudo fique bem, mas
Realmente você tinha razão sobre a
Importância de chorar quando sentir
Rasgar a alma, porém hoje eu queria apenas...

Sorrir

terça-feira, 13 de outubro de 2015


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Entrevista para Tati Sousa

Oooolá, pessoal!
É com imensa satisfação que comunico a vocês minha primeira entrevista sobre o Blog no Blog da Tati Sousa.
Acessem:
http://psprincesa.blogspot.com.br/2015/10/serie-conhecendo-novos-blogs_7.html?m=1

Uma entrevista bem bacana falando sobre a criação desse nosso Blog.

Desde já obrigado!!!

sábado, 3 de outubro de 2015

Série: Textos sobre relacionamento.

Cuidado! Tem gente que simplesmente não sabe ser amada!

CONTI outra -

24 dez, 2014

Por Rosana Braga

Sei que é bem estranho pensar em alguém que não sabe ser amado. Mas infelizmente tem muita gente que não aprendeu. Tem gente que até aprendeu, mas de tanto ser amado de um jeito torto, pequeno, esqueceu ou nem sabe como é o amor de gente grande.

Algumas dessas pessoas podem ter vivido situações tão doloridas ou tão confusas que não souberam como lidar com tudo isso e simplesmente se fecharam. E agora, não conseguem se deixar amar. Incomodam-se com o afeto, o tratar bem.

Sim, porque estou falando de amor saudável. Amor que faz crescer a si mesmo e ao outro. Que constrói, que ensina e aprende. Amor cuidado e caro. Que tem desafios e desavenças, mas que são resolvidas de forma digna e respeitosa. Amor em que as diferenças servem para amadurecer o casal e a relação.

Se não for assim, então estamos falando desse pseudo amor que desmonta, despedaça e adoece. Desse tipo de amor que faz a gente se deparar com relações que, na prática, canibalizam. Um vai arrancando pedaços do outro aos poucos. E vão se digladiando e se engolindo sem sequer atentar para o horror que se causam mutuamente. Quando vêem, estão aos tocos, dilacerados e sem saber pra que estão nesta dinâmica nefasta.

Uma ofensa aqui, uma acusação ali. Quase nunca ou nunca mesmo um elogio. Reconhecimento? Pra que? Hoje, uma depreciação com palavras rudes, pesadas. Amanhã, um tapa, um empurrão. Depois, lágrimas secam e sobra só a casca. Vazios que se fizeram. Ocos que se deixaram.

E desaprendem, definitivamente, o amor de verdade. Resta esse amor estranho, adoecido, que se irrita quando encontra quem quer amá-los como gente grande. Que gargalha diante do exercício de amor dos outros. Que desacredita e tenta esfriar qualquer paixão ao seu redor.

Existem ainda os que continuam tentando, apostando, jurando que acreditam no amor. Mas repetem várias e várias vezes a tal dinâmica maluca do amor canibal. Ora machucam, ora são machucados. Ora mordem, ora são mordidos. E persistentes que são, vão definhando de relação em relação. Ou ainda, na mesma relação “até que a morte (programada?) os separem”.

Se você está numa relação assim, acorde enquanto há tempo! Você faz de tudo pelo outro, mas ele continua morno, sem saber como retribuir, dizendo que você é a pessoa perfeita na hora errada? Pois saiba que é isso mesmo! Caia fora dessa hora errada, dessa chance falida, desse encontro que poderá vir a ser, mas não agora!

Se o outro não sabe ser amado como gente grande, terá de aprender antes. E pra isso, precisa querer! Precisa se dar conta de que tem algo errado, de que amor torto não alimenta, não faz crescer. Não funciona! E se ele insiste em não corresponder o amor que você oferece, então lembre-se de oferecer esse amor a si mesmo e pare de se torturar.

Não deixe sua autoestima nas mãos de quem não sabe o que isso significa. Aliás, autoestima é algo que só pode ser cuidada por você mesmo. E tem a ver com noção de merecimento. Tem a ver com aprender a reconhecer quem você é e que tipo de amor está pronto pra viver! Tem a ver com se tornar gente grande. Porque é essa a função do amor!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Série: Textos sobre relacionamento.

“Sobre estar Sozinho”, de Flávio Gikovate

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco romântica por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Texto de Flávio Gikovate

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Série: Textos sobre relacionamento.

Ando reparando que as pessoas estão com receio de começar um relacionamento. Talvez por essa tecnologia desenfreada, da banalização do amor e dos sentimentos faça com que as pessoas ajam como se amar fosse só sinônimo de sofrimento. Hoje em dia dizer “eu te amo” é tão banal e as provas de amor viraram tão fugazes fazendo com que o sentimento não perpetue.
O passado influi muito. Pensar que o passado seja igual o presente é um dos receios que fazem com  que um relacionamento não comece. Um trauma gerado, achar que as pessoas são iguais e os relacionamentos serão da mesma forma, é um erro.
Amar não pode ser considerado um castigo, uma dor, ou encarado desta forma. O principal problema é como o encaramos. Se jogar de cabeça num relacionamento, achar que a perfeição do começo será perpétua ou o famoso “mar de rosas” daqueles meses maravilhosos onde parece que achamos o nosso par ideal.
Falta amor, sim. Amor por você, por nós, pelo próximo. Encarar um relacionamento a dois e recomeçar, faz parte da vida e as frustrações também. É sempre tempo de recomeçar. As pessoas precisam aprender a recomeçar.
O término do relacionamento é dolorido, mas não devemos nos enclausurar dentro de nós e achar que tudo está perdido. O tempo passa, a gente aprende e começar um novo relacionamento gerará aprendizados magníficos. Porque temos muito a aprender juntos. Como um casal.
Não tenha medo de recomeçar. Não tenha medo de amar.
Autor: Daniel Velloso, escritor, autor do livro “Avesso da alma” pela Editora Multifoco, nascido em 1985 e viciado em sonhar.

Série: Textos sobre relacionamento.

ZYGMUNT BAUMAN: VIVEMOS TEMPOS LÍQUIDOS. NADA É PARA DURAR.



Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, etc. Tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento. Este texto tem como base a ideia do "ser líquido", característica presente nas relações humanas atuais. Inspirado na obra "Amor Líquido" - sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman. As relações se misturam e se condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Num mundo cada vez mais dinâmico, fluído e veloz. Seja real ou virtual.


Zygmunt-Bauman-sociologo-filos_54244283473_54028874188_960_639.jpgO sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Aos 87 anos, seus livros venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Entre eles, “Amor liquido” é talvez o livro mais popular de Bauman no Brasil. É neste livro que o autor expõe sua análise de maneira mais simples e próxima do cotidiano, analisando as relações amorosas e algumas particularidades da “modernidade líquida”. Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água.
Bauman tenta mostrar nossa dificuldade de comunicação afetiva, já que todos querem relacionar-se. Entretanto, não conseguem, seja por medo ou insegurança. O autor ainda cita como exemplo um vaso de cristal, o qual à primeira queda quebra. As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.
É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a facilidade de “desconectar-se”, as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, caso haja defeito descarta-se - ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas".
O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Não existem mais responsabilidades de se amar, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas não sabem direito o seu real significado.
Ainda para tentar explicar a relações amorosas em “Amor Líquido”, Bauman fala sobre “Afinidade e Parentesco.” O parentesco seria o laço irredutível e inquebrável. É aquilo que não nos dá escolha. A afinidade é ao contrário do parentesco. Voluntária, esta é escolhida. Porém, e isso é importante, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Entretanto, vivendo numa sociedade de total “descartabilidade”, até as afinidades estão se tornando raras.
Bauman fala também sobre o amor próprio: o filósofo afirma que as pessoas precisam sentir que são amadas, ouvidas e amparadas. Ou precisam saber que fazem falta. Segundo ele, ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar. O que fazemos é aceitar essa classificação. Mas, com tantas incertezas, relações sem forma - líquidas - nas quais o amor nos é negado, como teremos amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis, e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada - uma descrição poética da situação.
"Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis [...] um é segurança e o outro é liberdade. Você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. [...] Cada vez que você tem mais segurança, você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade, você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo", afirma o filósofo. 

Texto copiado através do site: http://lounge.obviousmag.org/de_dentro_da_cartola/2013/11/zygmunt-bauman-vivemos-tempos-liquidos-nada-e-para-durar.html
Acessado às 10:00hrs do dia 28/09/2015

O COMPARTILHAMENTO DESTE TEXTO NÃO É DE PROMOVER-SE AS CUSTAS DO SEU AUTOR ORIGIRAL, MAS DE COMPARTILHAR O CONHECIMENTO E A IMPORTÂNCIA QUE O SEGUINTE ARTIGO REPRESENTA.

domingo, 17 de maio de 2015

Não desse jeito - Sam Smith


E eu odeio dizer que te amo
Quando é tão difícil para mim
E eu odeio dizer que te quero
Quando você deixa tão claro
Que você não me quer

Eu nunca te perguntaria porque no fundo
Estou certo que sei o que você diria
Você diria: sinto muito, acredite em mim
Eu te amo, mas não desse jeito

E eu odeio dizer que preciso de você
Eu sou tão confiante
Sou tão dependente
Sou tão tolo

Quando você não está lá
Eu me encontro cantando o Blues
Não consigo suportar
Não posso encarar a verdade

Você nunca saberá deste sentimento
Você nunca verá através desses olhos

Eu nunca te perguntaria porque no fundo
Estou certo que sei o que você diria
Você diria: sinto muito
Acredite em mim
Eu te amo
Mas não desse jeito

Você diria: sinto muito
Acredite em mim
Eu te amo
Mas não desse jeito

quarta-feira, 15 de abril de 2015

T E N T E I

Tentei traduzir a emoção, mas não consegui.
Tentei não falar de paixão, mas apenas sentir.
Tentei não machucar o coração, mas eu me feri.
Tentei não trancar o porão, mas o sótão eu abri.
Tentei não escrever sobre amor, mas um romance eu li.
Tentei não embrulhar com cobertor, mas o frio eu senti.
Tentei não ver o nascer do sol, mas já amanheceu e ainda não dormi.
Tentei tantas coisas e por vezes tentar, desisti... 

Tentei não ouvir, não falar, não ver... Eu tentei não sentir.
Tentar não sentir pra quê? Se o sentimento está aqui...

Tentei não guardar rancor, mas o choro eu escondi.
Tentei não gritar de dor, mas o amor eu perdi.
Tentei não tentar evitar, então eu vivi...

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Enquanto você não vem - Cluster

É tão difícil acordar e perceber
Que esse vai ser mais um dia sem te ver
Tudo na minha frente faz lembrar você:
Uma canção, um som, um filme ou alguém na TV
Quando eu ouço aquela nossa canção
Sinto um aperto forte no coração
É que a saudade faz questão de me lembrar
Que eu não sei quando você pode voltar
E eu me encontro procurando o que fazer
Invento coisas pra não ter que pensar em você
Eu fecho os olhos tentando não chorar
Enquanto você não vem
Sua foto é que me traz um pouco de paz
Você não sabe a falta que você me faz
Eu fico aqui querendo te encontrar
Enquanto você não vem
Meus dias parecem ser todos tão iguais
E só você sabia fazer diferente
Em tudo que eu via graça eu já não vejo mais
Mas mesmo assim eu tenho que seguir em frente
E quando em fim você voltar pra mim
O meu abraço irá de encontro ao teu
Esse momento poderia não ter fim
Para ficarmos sempre só você e eu
E eu me encontro procurando o que fazer
Invento coisas pra não ter que pensar em você
Eu fecho os olhos tentando não chorar
Enquanto você não vem
Sua foto é que me traz um pouco de paz
Você não sabe a falta que você me faz
Eu fico aqui querendo te encontrar
Enquanto você não vem

quinta-feira, 5 de março de 2015

Sobre a bagunça que provocastes em mim...


Como alguém que bagunça a cama quando acorda, você bagunçou meu coração.
Jogou a coberta no chão e me deixou no frio, foi para o seu lado e me deixou sozinho no meu.
Você já não se interessa em arrumar a bagunça que deixou e eu sempre tento ajeitar o meu lado, mas você finge não ver e prefere nunca arrumar a nossa cama.
Você pensa em desfazer dela porque acha que ocupa espaço, mas você não está me vendo aqui? Onde eu irei dormir? Você não se interessa em responder.
Acho que toda a bagunça da nossa cama se perpetuou pelo quarto e em nosso guarda roupa as roupas limpas se misturaram com as roupas sujas e aquela blusa que te dei já não lhe faz o mesmo sentido que fazia ao vesti-la e passar a semana inteira sem tirar.
Na nossa mobília tem muito pó e você não parece querer limpá-la, no chão tem pedaços de comida, que acumulam formigas. 
Você se esqueceu do nosso quarto? Você se esqueceu de mim? De nós?
Você não para mais em casa e está sempre tão ocupada com o seu trabalho e sua família que sempre liga de madrugada te chamando, porque sua tia morreu, mas ela tinha morrido semana passada, ou será que essa é outra?
Eu não sei mais se devo acreditar em seus argumentos sempre tão discursivos e cheios de parênteses politicamente corretos, mas que não me demonstram clareza.
Você costumava arrumar toda a cama, mas agora somente há lados. Você deixa o seu bagunçado e eu tento arrumar o meu. Eu lavo a minha roupa, enquanto a sua contínua suja no guarda roupa. Onde queremos chegar?
Será que nos acomodamos tanto ao ponto de não termos coragem de dizer que já chega?! 
Até onde estamos caminhando pra não percebemos que o nosso tempo já deu?
Quantas vezes a sua tia ainda vai morrer, ou quantas famílias você tem pra isso?
Eu quero a minha casa arrumada, por nós dois. Não quero passar frio, porque o cobertor também é meu! Ninguém te ensinou a dividir? Você parece ser tão egoísta ao ponto de não me reconhecer mais. Eu já não quero mais essa poeira na minha mobília, eu não quero essa tua roupa suja ocupando lugar e nunca sendo lavada, ela já está fedendo e não aguento mais o teu cheiro de mentiras.

Se quiser leve a cama, o guarda roupa, a tv, tudo que eu tenho, mas principalmente se leve pra fora daqui. Todas essas coisas estão bagunçadas, mas podem ser arrumadas, você e eu nunca vamos conseguir nos arrumar. Já nos bagunçamos ao ponto de não sabermos mais ajeitar toda essa nossa confusão.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Talvez não seja sobre amor...

Quer saber? É isso... Somente isso!
Não pense que este é mais um texto melancólico falando sobre o amor e as suas facetas falsas que se abrem através do tempo.
Não, isso eu já escrevi antes! Talvez este seja um texto se tratando de não ser sobre amor. Não vou falar sobre o que eu não posso possuir agora...
Enfim, não quero falar sobre algo que me tira do chão, me faz voar, me faz mudar, me tira o fôlego, me faz entregar o melhor e o pior de mim, me faz ser aceito, me faz ser melhor e que depois me deixa solto até eu cair e perceber que esse gás acabou, a ilusão já se foi e nada mais é como era há pouco tempo atrás.
Eu não quero escrever sobre as cartas que me destes, sobre as juras prometidas, sobre as palavras e versos trocados, sobre todo o nosso conforto e aquelas trocas de olhares intensas. Eu não quero nem ao menos lembrar que isso tenha acontecido de certa forma e que ainda mexeria comigo se te visse passar pela rua ou do outro lado da calçada, abraçada com o "novo amor da sua vida", sorrindo pra aparecer feliz e tentando não revelá-lo que ainda me ama. Eu não quero escrever sobre você em um blog e dizer que ainda penso em você todos os dias, mas que no domingo a saudade aperta mais, porque naquela tarde você fez morada no meu quarto e não queria mais sair. Não me julgue por não querer falar de você, não me julgue por não querer falar de amor. Eu não quero dizer a todo mundo que sinto a sua falta e que se quiser voltar a porta vai estar aberta.
Não, eu não.